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Kids and weddings

14/05/2016 By: Fernanda Rocha Kanner

Minha filha foi daminha de um casamento esta semana, pela décima quinta (exagero?) vez.

Ela mesma gosta de pontuar que é “daminha profissional” como se vendendo um serviço para minhas amigas em processo de desencalhar.

Começou a “carreira” há sete anos e meio, com 6 meses de idade, onde parecia um querubim disfarçado de bouquet, entrando no colo da daminha mais velha.

Crianças e casamentos combinam. Acho que é algo sobre bochechas redondas e rosadas com músicas religiosas ao fundo, os vestidos angelicais ou pajens vestidos de micro pinguins. Crianças trazem leveza e uma espontaneidade permitida (e bem vinda) à formalidade do casamento. São meses de preparativos, em que a noiva e todos envolvidos rezam pra que na-da aconteça fora do planejado.

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Agora quem não ama ver crianças causando no casamento dos outros, em vídeos do youtube, em video cassetadas? É como um suspiro aliviado que quebra a tensão dos segundos antes da noiva entrar. O casamento desta semana foi da minha melhor amiga de infância em Phoenix, no Arizona. La fomos nós num bate e volta. Eu avisei a noiva que dá última vez em que foi daminha, na hora do “pode beijar a noiva” ela enfiou o dedo na garganta na frente de todo mundo para demostrar sua indignação perante beijos na boca em público. Em outra ocasião ao notar o atraso da noiva, puxou o padre para a pouca altura dela e disse: – Iiih, acho que ela desistiu. Prometi que agora aos oito anos estava madura e que conversaria com ela para garantir nenhuma manifestação pudica ou pessimista.

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A noiva prontamente respondeu: – Oh no, please don’t! It would be hilarious if she did that.”

Ok, o vídeo é seu. O suspense de vai ou não entrar(?), vai sair correndo(?) é uma das partes mais delícia. Alguns convidados (ou sou só eu?), torcem para que os pequenininhos proporcionem o momento fofura.

Bom, ela entrou bonitinha, com a postura que tinha ensaiado, e na hora do beijo só olhou para baixo com um sorriso encabulado realçando a covinha. Eu, que era bridesmaid (o equivalente a madrinha no brasil) e estava louca pra dançar com a banda contratada de Vegas, de brindar com meus novos amigos gringos e com o bando de tia que não via há anos, de tirar fotos com aqueles acessórios propositalmente cafonas importados diretamente da 25th of march, ouvi prontamente após os “I do’s”:

– Foi legal! Agora to com sono. Vamos pro quarto dormir.

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Eu falei para ela que eu era madrinha, falei que era minha melhor amiga, usei o argumento que tinha viajado 14 horas só pra isso.. tudo isso em vão pois quando eu disse que iria arrumar baby-sitter ela não hesitou em dizer:- Como VOCÊ se sentiria se acordasse no meio da madrugada com uma estranha olhando pra sua cara?

É. Pois é. Ela tem razão rsrs.

Então lá fomos. Deitamos na cama, pedimos room service, e sorri olhando enquanto minha pequena deixava ketchup cair nos caixinhos feitos há pouco no cabeleireiro, sabendo que o trabalho como daminha não seria nem perto do trabalho que me daria como noiva.

Madura, mas nem tanto. Ainda bem.

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