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Experiências de Vida

Quem Manda Soy YO!

29/08/2015 By: Fernanda Rocha Kanner

Minha irmã foi viajar e deixou meus sobrinhos sob meu encargo durante o final de semana. Sol de rachar a cuca e tentei convocar o de 4 anos que estava prestes a pular na piscina:

– Joaquim, vamos passar protetor?

– Não, tia Fefê! Obrigado.
Tchibum!

Virei para a namorada do meu irmão que assistia e justificando o titia fail, falei:

– Não sei porque com três filhos eu continuo fazendo isso errado, sabendo o jeito certo.

Por “isso” eu quero dizer: solicitar opiniões não muito negociáveis de pessoas pequenas. (E das não muito pequenas também, mas isso é assunto para livro sobre liderança e não para post sobre maternidade.)
sos-BRIDES
Nessa história de sermos pais modernos, contemporâneos, amigos, que conversam, discutem e são flexíveis, as vezes perdemos um pouco da autoridade de que eles absolutamente precisam. E nem estou falando de exemplos extremos, de mães sem pulso algum ou de crianças pestes. São coisinhas pequenas que nós, pais normais fazemos; sem nem perceber- ou eu pelo menos faço.

Perguntar para uma criança pequena num restaurante o que ela quer comer, por exemplo. A não ser que seu filho seja do tipo garoto chicória (que invejinha de você) ou que você seja a Bela Gil, a resposta será batata frita com ketchup. Ofereça um peixe grelhado com couve de bruxelas ou faça como eu e dê o raio da batata para poder almoçar em paz, e quando chegar em casa pegue receitas bizarras na internet de brownie de feijão preto com espinafre e cacau orgânico para aliviar sua culpa. E sim, essa receita não só existe como eu faço e os desavisados comem tudo.

Tá, esse exemplo foi péssimo, mas basicamente eu seleciono minhas batalhas. Quer escolher a própria roupa e sair parecendo que o closet te vomitou? Vai fundo! Acho as produções demais. Quer comprar sapato com saltinho com 9 anos ou usar batom fora do halloween? Azar o seu. Está com medo e quer vir para minha cama no meio da noite? Que se dane a super nanny, sempre deixo, mesmo quando o medo é desculpa. Duvido que continue pós puberdade. Quer dormir 21:30 quando o combinado é deitar 20:30 e assistir meia hora de televisão todo dia? Too bad. Nem se fosse você na TV apresentando o Oscar.

A gente tenta conversar, mas acho que um “…. porque sou sua mãe e estou mandando!!” também é um argumento válido quando você vê que o papo não vai dar em nada. Ou um que minha mãe falava quando eu era pequena e queria mor-rer:

– Assunto encerrado. Quando você for mãe também vai poder mandar nos seus filhos.
Não dava consolo nem esperança por dias melhores, dava ódio- e hoje falo igualzinho para os meus.

Reformulei:
-Joaquim, vem passar protetor. O sol está forte.
Ele veio.

Mother and daughter talking on bed

Mother and daughter talking on bed

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